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Saúde 10 de dezembro de 2020

Pedra nos rins: o que é, quais os sintomas e como prevenir?

Essenciais para o pleno funcionamento do organismo humano, os rins atuam como um grande filtro. Por meio desse processo de filtragem, o sangue se livra de diversos dejetos. O grande porém é que, assim como outros órgãos do corpo, os rins estão sujeitos a apresentar falhas. Quando isso acontece, o problema mais comum é o […]

Essenciais para o pleno funcionamento do organismo humano, os rins atuam como um grande filtro. Por meio desse processo de filtragem, o sangue se livra de diversos dejetos.

O grande porém é que, assim como outros órgãos do corpo, os rins estão sujeitos a apresentar falhas. Quando isso acontece, o problema mais comum é o aparecimento do cálculo renal, popularmente conhecido como pedra nos rins.

Mas como essas pedras se formam? Continue a leitura para descobrir, além de conhecer os sintomas provocados por elas e o tratamento adequado! 

O que é cálculo renal?

Trata-se da formação de uma camada endurecida nos rins. Importante dizer que esse tipo de massa sólida pode aparecer não só nos rins, mas igualmente nas vias renais ou em outro órgão do trato urinário.

Quais são as causas do cálculo renal e seus fatores de risco?

Estas pedras se formam devido ao excesso de certos elementos normalmente presentes na corrente sanguínea.

Em proporções ideais, a presença de ácido úrico, oxalato e cálcio, por exemplo, é perfeitamente normal e não provoca nenhum transtorno. Entretanto, o acúmulo dessas substâncias leva à criação de cristais. Conforme eles se agrupam gradativamente, dão origem às referidas pedras.

Além disso, a redução da concentração de substâncias que inibiriam a aglutinação desses cristais também colabora para o desenvolvimento do cálculo renal. É o que acontece quando a quantidade de citrato disponível é insuficiente.

Outro ponto a ser observado são certos fatores que ampliam as chances de pedras nos rins, pois aumentam a predisposição do indivíduo a sofrer com o problema em algum momento da vida. Um ótimo exemplo é o histórico familiar favorável. Então, caso algum membro da sua família tenha cálculo renal, é possível que aconteça também com você.

Mais um fator de risco consiste na adesão a hábitos alimentares nocivos aos rins. Nesse sentido, o consumo exagerado de fontes generosas de sódio deve ser encarado com alguma preocupação.

Isso porque quanto maior o sódio, maior o volume de cálcio, uma das substâncias que dão origem às pedras. Com uma alimentação saudável, você reduz as chances de ter pedras nos rins, além de ser uma das formas de não engordar.

Também são mais propensas a ter cálculo renal as pessoas que não ingerem o volume diário de água recomendado, ou que já apresentaram complicações na região do trato digestivo. Assim, quem tem um histórico marcado por doenças gástricas ou processos inflamatórios no intestino também deve ficar atento.

Quais são os sintomas de pedra nos rins?

A simples existência do cálculo renal em si é assintomática. A pessoa passa a sentir algum mal-estar no momento em que o corpo tenta expelir as pedras.

Uma vez que elas fiquem presas no canal que comunica os rins com a bexiga, a sensação é de uma dor muito forte. De acordo com o tamanho das pedras e de outros fatores, os sintomas que tendem a aparecer são:

  • ânsia de vômito;
  • ardência urinária;
  • vestígios de sangue na urina;
  • dores na região lombar, abdômen ou genitália;
  • aumento da frequência de idas ao banheiro para urinar — não acompanhado do volume de urina esperado.

Quais são os tipos de cálculo renal?

Para cada acúmulo de substâncias nos rins há uma variedade específica de pedra nos rins. Veja mais a seguir.

Pedras de cálcio

Além de ser o tipo de cálculo renal mais frequente, os registros também apontam para a maior incidência em homens na faixa etária que vai dos 20 aos 30 anos. Repare que é igualmente comum que o cálcio esteja associado com outros compostos durante a criação das pedras. Normalmente, ele é acompanhado (em maior ou menor quantidade) de fosfato ou oxalato.

Por sinal, anomalias atreladas ao metabolismo, bem como a ingestão exagerada de alimentos com elevada concentração de vitamina D contribuem para o aparecimento de pedras de cálcio com oxalato nos rins.

Pedras de ácido úrico

Também mais presente em indivíduos do sexo masculino, essa vertente de cálculo renal deriva de elevadas doses da substância no organismo.

A causa tem ligação com influência genética do indivíduo, além da manutenção de uma alimentação com alta carga proteica. As pessoas que são submetidas a tratamentos quimioterápicos estão igualmente propensas a desenvolver esse tipo de pedra nos rins.

Pedras de cistina

Esse cálculo é consequência da cistinúria, doença que pode ser manifestada por mulheres e homens. Trata-se de um distúrbio renal raro que, entre outras coisas, culmina com a liberação de cistina na urina.

Pedras de estruvita

Já essa modalidade de cálculo costuma ser encontrada em mulheres que tenham um quadro de infecção urinária. A formação de pedras de estruvita nos rins é preocupante, pois existe o risco de elas exibirem dimensões muito grandes, ao ponto de obstruir as vias urinárias.

Como prevenir as pedras nos rins?

Dada a conjunção de dois ou mais fatores de risco (apresentados anteriormente), a prevenção do cálculo renal tende a ser mais ou menos bem-sucedida. De qualquer maneira, mesmo as pessoas com alta predisposição para manifestarem o problema podem tomar medidas que o amenizem no futuro.

Para tanto, é primordial atentar ao consumo de alimentos que devem ser evitados. Aqui, convém observar que a alimentação não se limita à ingestão de componentes orgânicos.

De fato, a água é o elemento mais importante na dieta de alguém comprometido com a prevenção do cálculo renal. Assim, beba bastante água e fique de olho na intensidade do amarelo da urina, já que ela ajuda a descobrir se o consumo do líquido está aquém do desejável.

Com relação à comida propriamente dita, manter distância dos alimentos classificados como embutidos, como:

  • salsicha;
  • presunto;
  • linguiça;
  • peito de peru;
  • mortadela;
  • salame.

Toda essa variedade exibe uma característica em comum: o excesso de sódio. Como você viu, isso favorece o aumento da concentração de cálcio e, consequentemente, o surgimento do cálculo de cálcio. Portanto, aproveite para conhecer novas receitas e seguir um cardápio mais saudável.

Para diminuir a presença de oxalato, por sua vez, basta maneirar na ingestão de pimenta e de espinafre e de qualquer outra fonte rica nessa substância. No caso do ácido úrico, é aconselhável moderar principalmente o consumo de carne vermelha e de cerveja. 

Como ter um tratamento mais tranquilo?

A dor intensa provocada pelas pedras nos rins é um bom indício de que, se necessário, você deve iniciar o tratamento quanto antes. Com isso, é possível evitar que o quadro se agrave.

O sucesso do tratamento depende da condução feita por um médico especializado em urologia. Desde que o profissional identifique que as pedras são pequenas, ele orientará o paciente a simplesmente ampliar o volume de água ingerido ao longo do dia.

Nos casos em que as dimensões do cálculo renal impeçam uma saída natural do organismo, é necessário fragmentá-lo. Isso pode ser efetuado via uso de ondas eletromagnéticas, considerada menos traumática para o corpo. Uma alternativa menos impactante para atingir o mesmo objetivo reside na utilização de um laser.

Enquanto o problema não é solucionado, as eventuais dores podem ser controladas por meio da ingestão de analgésicos — devidamente recomendados pelo médico.

Observe que as pessoas que já tiveram pedra nos rins podem voltar a conviver com o mesmo transtorno novamente em algum outro momento de suas vidas. Mesmo assim, as ações voltadas à prevenção ajudam bastante a reduzir o risco de reincidências. Se for necessário um tratamento de longo prazo, um urologista capacitado dispõe de mecanismos para realizá-lo do modo mais tranquilo possível.

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